segunda-feira, 3 de maio de 2010

telhados de vidro


Poema enviado a concurso em 1985
obviamente não seleccionado

Não se fechem as gavetas entreabertas
Para que se limite a poesia
A um número restrito de poetas

Abram-se as gavetas que ocultam poesia
E leia-se alto os poemas escondidos
Todo o poeta tem a importância de ser gente
Não tendo que ser diferente
Nem pertencer aos escolhidos

Não se criem critérios
De exclusão permanente ou inclusão vitalícia
Abram-se os olhos à melodia das palavras
Estética sentida dos sentidos do poeta
E porque por vezes os telhados são de vidro
Não metam este poema na gaveta

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6 Comentários:

Blogger Lunetta disse...

que bom que vc abriu
sua gaveta para que pudéssemos
ler tão belo poema, que sem duvidas poderia fazer parte de qualquer coletanea.

abçs poeticos

3 de maio de 2010 às 23:47  
Blogger Juan Moravagine Carneiro disse...

"Soltem as fechaduras das portas! Soltem também as portas dos seus batentes!"

(Allen Ginbesrg)

3 de maio de 2010 às 23:57  
Blogger Jéssyca Carvalho disse...

Tããão verdade...
Os poetas são gente, as gentes são poetas...
Não há distinção, muito menos restrição...
As gavetas? Ah, elas devem servir para roupas ou objetos sem uso (ou mesmo os secretos) não para poemas, não para VIDA!

Amei, amei e amei!

Beijo!

4 de maio de 2010 às 22:42  
Blogger dade amorim disse...

Às vezes penso que há uma certa tendência a criar "modas" para a poesia. Quem faz um poema de verdade não merece nunca ficar na gaveta.

Gostei da visita, do comentário e de seu poema sincero.

Um beijo.

5 de maio de 2010 às 02:26  
Blogger Lunetta disse...

Olá,
tem um presente pra vc
no blog:
http://wwwluneta-poesias.blogspot.com/

abçs

5 de maio de 2010 às 14:36  
Blogger JOCARLOSBARROSO disse...

Não celecionado porque enquanto eles fogem da verdade os outros não fogem das gavetas.

Adorei esta verdade verdadeira!
Estou te seguindo

26 de novembro de 2010 às 22:58  

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