telhados de vidro

Poema enviado a concurso em 1985
obviamente não seleccionado
Não se fechem as gavetas entreabertas
Para que se limite a poesia
A um número restrito de poetas
Abram-se as gavetas que ocultam poesia
E leia-se alto os poemas escondidos
Todo o poeta tem a importância de ser gente
Não tendo que ser diferente
Nem pertencer aos escolhidos
Não se criem critérios
De exclusão permanente ou inclusão vitalícia
Abram-se os olhos à melodia das palavras
Estética sentida dos sentidos do poeta
E porque por vezes os telhados são de vidro
Não metam este poema na gaveta
Para que se limite a poesia
A um número restrito de poetas
Abram-se as gavetas que ocultam poesia
E leia-se alto os poemas escondidos
Todo o poeta tem a importância de ser gente
Não tendo que ser diferente
Nem pertencer aos escolhidos
Não se criem critérios
De exclusão permanente ou inclusão vitalícia
Abram-se os olhos à melodia das palavras
Estética sentida dos sentidos do poeta
E porque por vezes os telhados são de vidro
Não metam este poema na gaveta


