terça-feira, 17 de agosto de 2010

a minha mala

Ilustração de Beatrice Alemagna







A minha mala está cheia
De pedaços de papel!

Trago-os comigo guardados
São restos esfarrapados
Recortes de guardanapo
Extractos de conta bancária
Embalagens, envelopes
Bilhetes de autocarro
Pedacinhos de revista
Tudo serve no momento
Como suporte de escrita
Dos pensares e dos sentires
Da poesia aflita
Ansiosa por sair
Da cabeça de quem pensa
Por momentos ser poeta

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12 Comentários:

Blogger Zélia Guardiano disse...

Muito interessante e bonito o seu poema, Maria Ivone!
Só muda o endereço: também tenho eu minha mala de papéis de todo tipo, onde escrevo, num momento de apuro, um ou outro verso...Medo que chegue inspiração e falte suporte para a escrita...
Beijo, Maria Ivone!!!

17 de agosto de 2010 às 23:45  
Blogger Batom e poesias disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

18 de agosto de 2010 às 00:58  
Blogger Batom e poesias disse...

Não pensas, minha querida.
Tu és!
És poeta nos versos belíssimos que constrói e na compreensão dos sentimentos alheios.
(Adorei seu comentário no "batom")

Que bom que seguimos juntas.
Bjcas

Rossana

18 de agosto de 2010 às 00:59  
Blogger Andrea de Godoy Neto disse...

Bonito poema, Maria Ivone.E no final, somos todos parecidos, com nossa bagagem de papéis confidentes.

beijo grande, minha querida!

18 de agosto de 2010 às 05:00  
Blogger AC disse...

Não deixa de ser uma ideia cativante, uma mala com os papéis mais díspares impregnados de fragmentos poéticos. É o que se chama levar a poesia na mão. :)
Gostei muito, senti-me muito bem ao ler o poema.

Beijo :)

18 de agosto de 2010 às 11:35  
Blogger Lucão disse...

que belezura.
tudo é pretexto, é motivo
ou pode ser
:)

O nosso papel
é a nossa materia.

beijos, MariaIvone
:)

20 de agosto de 2010 às 00:17  
Blogger Luís Coelho disse...

Bom dia
Agradeço a visita ao lidacoelho
Gostei do seu blogue e dos textos e poemas e irei seguir este espaço lindíssimo.
Por vezes não sabemos que somos, mas encontramo-nos em tudo o que fazemos.
Quem não terá uma mala cheia de pequenas coisas e de apontamentos...?
Tantas coisas que fazem a vida de todos os dias e são ainda o rascunho dos nossos poemas.

20 de agosto de 2010 às 07:05  
Blogger Fouad Talal disse...

oi maria!

gracias por sempre visitar o meu espaço.
enquanto a gente pensa, a poesia age.

bjo carinhoso!

20 de agosto de 2010 às 17:17  
Blogger Juan Moravagine Carneiro disse...

Andei ausente por falta de tempo
me desculpa

abraço

21 de agosto de 2010 às 01:06  
Blogger nydia bonetti disse...

Maria, agora carrego um bloco de notas dentro da bolsa. Mas já escrevi em todos estes papeizinhos que citou. :) E a "danada" nos procura nas horas mais impróprias. Acho que a poesia é que nos escolhe e faz de nós poetas. beijo!

21 de agosto de 2010 às 05:00  
Blogger Ivan Bueno disse...

Oi, Maria Ivone.
Repleta de papéis diversos e ideias esta sua bela bolsa. Os papéis são sempre bons e inseparáveis amigos para quem quer escrever e recordar a história que cada um deles carrega.
Beijo grande,

Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
www.eng-ivanbueno.blogspot.com

21 de agosto de 2010 às 13:44  
Blogger Lilá(s) disse...

Belo poema! a minha mala anda cheia mas de confusão...
Bjs

23 de agosto de 2010 às 23:26  

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