sábado, 31 de julho de 2010

é tarde

ilustração de Quentin Baillieux






É tarde para que esqueça
Não gastes as energias
Em pedidos de perdão

Não vale a pena chorar
Sobre leite derramado
Podes estar descansado
Vou dispensar o sermão

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7 Comentários:

Blogger Ivan Bueno disse...

Este poema poderia bem ser chamado, também, de "tapa com luva de pelica", especialmente pelo final.
O leite derramado só não é inútil quando o derramamos dentro de outro recipiente apropriado (não é o caso do ditado popular).
No geral é derramado ao léu, ao chão, ao fogão, é perdido, mesmo.
Beijo grande,

Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
www.eng-ivanbueno.blogspot.com

31 de julho de 2010 às 15:08  
Blogger Andrea de Godoy Neto disse...

Há coisas que são mesmo assim...sem volta.
Sábio é saber quando dispensar o sermão.

beijos

31 de julho de 2010 às 20:23  
Blogger AC disse...

A mensagem é límpida e clara...
Para quê rebuscar o óbvio?

Beijo

1 de agosto de 2010 às 13:55  
Blogger Juan Moravagine Carneiro disse...

ser sábio nem sempre é ter um mestre...

abraço

belo poema

2 de agosto de 2010 às 04:25  
Blogger Renata de Aragão Lopes disse...

Sim, eu compreendo...

Abraço solidário,
Doce de Lira

2 de agosto de 2010 às 14:40  
Blogger Batom e poesias disse...

O leite derramado...
Só resta limpar-se com um pano de chão.
Sem sermão.

Adorei, minha amiga.
bjs

Rossana

4 de agosto de 2010 às 19:40  
Blogger Lilá(s) disse...

Não é tempo de sermões, é tempo de folias...
Bjs

4 de agosto de 2010 às 21:22  

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