quinta-feira, 8 de julho de 2010

construção

Maurits Cornelis Escher










(Por inépcia, ao alterar a imagem desta postagem, apaguei alguns comentários.
 Peço desculpa pelo desaparecimento repentino e agradeço a todos os apagados.)

A construção está a meio
A meio de terminar
A meio da avenida
A meio da hipoteca
E não é que com a breca
No meio da construção
Mesmo a atrair os olhares
Está uma placa colorida
Dizendo "Vende-se andares"

A construção está meio
Completamente direita
Toda a estrutura está feita
E quem para ela olhar
Vê uma rede infinita
De quadrados sucessivos
Que se elevam incompletos
O que para uns é chão
Para outros serão tectos

A construção está a meio
Mas um pouco mais ao lado
Existe um andar modelo
Que garante a quem for vê-lo
A visão antecipada
Da construção acabada

E à custa do muito querer
E à força de tanto olhar
Começa-se a construir
A esperança de quem não tem
Qualquer sítio onde morar

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7 Comentários:

Blogger Ivan Bueno disse...

Adorei!
Como engenheiro que sou, seria um belo poema a ser utilizado na divulgação de um edifício.
Quem sabe um dia não construo um desses grandes e te peço o poema para a divulgaçãoa poética?
Beiijo grande,

Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
www.eng-ivanbueno.blogspot.com

10 de julho de 2010 às 01:39  
Blogger Andrea de Godoy Neto disse...

que bela poesia! concreta e sonhada...

beijos

10 de julho de 2010 às 03:17  
Blogger Lilá(s) disse...

O poeta é assim, junta palavras e faz maravilhas! que beleza!
bjs

12 de julho de 2010 às 00:33  
Blogger Renata de Aragão Lopes disse...

"O que para uns é chão
Para outros serão tectos"

Que belíssimos versos!

Beijo,
Doce de Lira

12 de julho de 2010 às 18:58  
Blogger dade amorim disse...

O poema, bem construído, é quase concretista e usa as palavras certas nas estrofes exatas.

Muito bom!

Beijo.

13 de julho de 2010 às 20:27  
Blogger Juan Moravagine Carneiro disse...

Realmente uma bela construção...

abraço

15 de julho de 2010 às 01:00  
Blogger nydia bonetti disse...

tijolo por tijolo, num desenho mágico - sonhos se constroem assim. a casa é uma necessidade ancestral - constuo tantas e não tenho a minha, acredita? :) beijo!

23 de julho de 2010 às 18:04  

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