quarta-feira, 1 de setembro de 2010

memórias

os olhos da Carlota









Na transparência do teus olhos
Fixos em mim
Vejo toda a tua vida
A minha
A nossa
Memórias ocultas
De um passado distante
Rompendo a névoa
Que te envolve no presente
Seguras minha mão
Como sempre fizeste
Segredas palavras
Perdidas no tempo
Olhas fixamente
Para além de mim

Vejo na transparência dos teus olhos
Toda a minha vida

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17 Comentários:

Blogger Zélia Guardiano disse...

Belíssimo poema, minha querida Maria Ivone!
Toda uma vida condensado nos teus versos...
Um lindo saldo positivo, que eu, infelizmente, não consegui computar, no meu caso particular...
Adorei o seu escrito, estimada amiga!
Enorme abeaço e beijinhos...

1 de setembro de 2010 às 15:32  
Blogger AC disse...

Um poema pleno de ternura (à mãe?) um olhar comovido sobre a impossibilidade de segurar o tempo...

Muito lindo e sentido, Maria Ivone!

Beijo :)

1 de setembro de 2010 às 19:17  
Anonymous Lua Nova disse...

O tempo... quanto mais o tentamos conter, mais escapa por entre os dedos sem que o consigamos deter.
O único modo de acabrunhar o algoz, é viver o mais intensamente possível, conscientemente, cada vão momemto que nos for concedido.
Tão emocionante teu poema, tão sentido amor... que saudades senti de minha mãe.
Beijokas.

1 de setembro de 2010 às 21:01  
Blogger Lilá(s) disse...

Só tenho memórias que vão fugindo e não sei como as preservar...lindo poema! que saudade senti agora de um olhar que nunca vi idoso...
Beijos

1 de setembro de 2010 às 23:17  
Blogger Andrea de Godoy Neto disse...

Lindo esse poema! Esse olhar em olhos espelhos...comovente.

Beijos, querida!

2 de setembro de 2010 às 05:24  
Blogger Lídia Borges disse...

Não é fácil exprimir a total transparência de um olhar. Foi conseguida neste texto.

Um beijo

2 de setembro de 2010 às 11:45  
Blogger Batom e poesias disse...

Cumplicidade e saudade.
Que poema bonito, minha querida.

Queria deixar registrado, que você me lê com olhos sábios, o que muito me gratifica e minimiza dores que na verdade existem...

O adverso do oposto, é mesmo o lado que todo mundo vê.
:D
Te gosto!
Beijos

2 de setembro de 2010 às 14:34  
Blogger Batom e poesias disse...

Cumplicidade e saudade.
Que poema bonito, minha querida.

Queria deixar registrado, que você me lê com olhos sábios, o que muito me gratifica e minimiza dores que na verdade existem...

O adverso do oposto, é mesmo o lado que todo mundo vê.
:D
Te gosto!
Beijos

2 de setembro de 2010 às 14:34  
Blogger dade amorim disse...

Lindo poema, verdadeiro e sensível - toda uma vida num olhar.
Beijos, querida.

2 de setembro de 2010 às 19:40  
Blogger Renata de Aragão Lopes disse...

Encontro e resgate.
Lindos versos!

Beijo,
Doce de Lira

3 de setembro de 2010 às 18:08  
Blogger Juan Moravagine Carneiro disse...

Encontros e reecontros...muto bom!

agradecido pelas visitas ao Rembrandt e aos HomenS Hediondos

abraço

5 de setembro de 2010 às 16:20  
Blogger AVOGI disse...

quando se pode ver na transparência do outro a nossa vida é sinal que não há nada para esconder. e ainda bem kis :)

6 de setembro de 2010 às 00:24  
Blogger Insana disse...

encontrei seu cantinho em uma de minahs pesquisas e amei te encontrar, vou passar umas horinhas lendo.

bjs
Insana

6 de setembro de 2010 às 00:29  
Blogger manuela baptista disse...

ter assim

uma transparência nos olhos de alguém

é sermos um passado
e um futuro

é termos toda a nossa vida!

muito bonito!

um abraço

Manuela

6 de setembro de 2010 às 22:04  
Blogger Maria João disse...

Uma transparencia que é um colo. O aconchego que torna possiveis todos os voos. Ontem, hoje e... amanhã também!

Este é um poema, lindíssimo, que transpira interioridade e ternura..

Um beijinho

6 de setembro de 2010 às 22:06  
Blogger lupussignatus disse...

os indagantes

olhos

da

memória



*boa
semana*

6 de setembro de 2010 às 23:00  
Blogger Domingos Barroso disse...

Delicadas palavras,
gestos, silêncios:
em profundo zelo.

Carinhoso abraço.

15 de setembro de 2010 às 22:55  

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